Fotografia by Né - Ribeira dos Caldeirões, Achada - Nordeste São Miguel Açores

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Emoções...


Gostava que pudéssemos encaixotar e embrulhar as emoções para oferecer àqueles a quem as pretendíamos transmitir... Assim não havia que enganar: os outros desembrulhavam, abriam a caixa e toda a gente sabia o que estávamos a sentir... Poderia haver melhor prenda? Respondo a mim própria: e que piada teria sentir se não nos tivéssemos que superar para arranjar formas de fazer chegar aos outros essa faculdade?

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Perhaps...


Today I quote:

"Perhaps love is like a resting place
A shelter from the storm
It exists to give you comfort
It is there to keep you warm
And in those times of trouble
When you are most alone
The memory of love will bring you home

Perhaps love is like a window
Perhaps an open door
It invites you to come closer
It wants to show you more
And even if you lose yourself
And don't know what to do
The memory of love will see you through

Oh, Love to some is like a cloud
To some as strong as steel
For some a way of living
For some a way to feel
And some say love is holding on
And some say letting go
And some say love is everything
And some say they don't know

Perhaps love is like the ocean
Full of conflict, full of pain
Like a fire when it's cold outside
Thunder when it rains..."
John Denver


This is the most beautiful poem about love that I know because it shows the many faces of Love... Today I think of one of my late grandmothers, whose birthday was today and who spent the last eight years of her life lying on a bed without complaining and I know that is Love too... Perhaps Love is Life...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Retiro espiritual...


Ontem iniciei um retiro espiritual de doze dias que só os meus companheiros de armas (colegas de profissão) poderão entender... Embora o Alasca continue a brotar nos meus pensamentos como reduto para onde eu desejava retirar-me neste momento e sempre, não estou a falar em exílio geográfico, nem tampouco religioso (embora a minha religião seja a Vida, por isso a viva sempre!).

É tão somente um espaço temporal relativamente alargado em que quero aproveitar para me retirar para dentro de mim, para aquele nicho recôndito e silencioso do meu íntimo onde não há barulho, nem ruídos, nem urros, nem revolta, nem amargura, nem desrespeito algum. Quero aproveitar para pôr a leitura em dia, para estar com a família, com os amigos (ou seja, a outra família) e, sobretudo, comigo própria, nem que seja a relembrar as não-razões pelas quais detesto o Carnaval, mas gosto do sossego...

Para quê? Para que ao fim deste tempo, eu sinta saudades dos meus alunos e queira voltar ao seu alcance visual... E porque sei que essas saudades vão surgir... Dos que me sorriem, dos que me dizem que gostaram da aula, dos que valorizam os meus pequenos gestos diários de entrega à profissão... Se esses ainda existem, ouço muitas vozes dentro dos que me lêem a perguntar... Existem, sim... Eles andam aí... São é cada vez menos e têm tendência a esconder-se... Mas eu vou continuar a minha missão de os encontrar... Depois do retiro espiritual, se fazem favor...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Palavras-carícia...

Volto ao tema do post inicial deste blogue: as palavras... Volto a elas hoje, tal como o faço a cada dia que me é dado para viver. Mas hoje volto em forma de agradecimento, em jeito de tributo, porque há palavras que são como carícias. Vêm no sopro de um vento inesperado e roçam na nossa alma, como se a acariciassem... E estou aqui porque elas não sabem, mas muitas vezes são elas que me salvam de tudo o que de mau me ronda, de tudo o que de sombrio me ameaça (ou não fosse eu um ser humano...) e de mim própria até...

"Did you hear about the Morgans?"

Well, I did... And I met them yesterday! In between small giggling, lots of popcorn and fat laughter (especially caused by Hugh Grant's nonsensical lines), I found myself thinking that places help to turn us into who we really are. Life's intertwining paths are not so hazardous as we can imagine them. So this old emotional me, who is always able to find a tear and a philosophical conclusion in a romantic comedy, ended up thanking the Universe for having been directed to this small spot in the middle of the Atlantic. I guess I make much more sense here than I would in New York or dear Ottawa. Did you hear about me?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Flower Power!


Nunca me considerei muito uma pessoa de flores ou de plantas em geral... Devo ter visto muitos desenhos animados com plantas carnívoras em pequena... Acho que, por isso mesmo, fui perdendo muitas oportunidades de as receber (quero acreditar que foi por isso apenas... Quem me mandou apregoar aos sete ventos que até nem era muito pessoa de flores? LOL), mas agora que tenho duas bem bonitas e cor-de-rosa a viver ao meu lado na secretária, devo dizer que me pus a pensar na condição de ser flor...

No fundo somos todos flores e plantas. A nossa Vida é um vaso porque parece que fomos colhidos algures no Universo e colocados dentro dela. E ao longo do período de tempo que dura o nosso existir, vamos sendo regados pelos gestos dos que nos querem bem e iluminados pelos raios dos que são importantes para nós. Assim se faz a fotossíntese da Alma e se cresce mais em seiva do que em tamanho...