Há uns dias, ao ler o primeiro romance de alguém que sempre admirei pelas suas crónicas carregadas de bonitas e tocantes metáforas, deparei-me com esta lista de conselhos que gostava de seguir este janeiro, este ano, nos próximos janeiros, nos próximos anos, nesta vida:
"- Sê verdadeiro e vive todos os teus medos. Quanto mais tentes fugir-lhes mais eles virão atrás de ti.
- Independentemente das tuas desculpas, o que faz a diferença são as tuas escolhas.
- Acredita que todas as transformações se ancoram nos teus pequenos gestos.
- Sente as pessoas! E atenta que a forma como as sentes te condiciona mais do que imaginas. Assim sejas capaz de perguntar, diante delas, 'o que é que eu sinto', 'o que é que eu penso', 'que escolhas são as minhas'.
- Aceita que inteligência e bondade são, de certa forma, a mesma coisa.
- Muito mais importante do que seres positivo (ou otimista, se preferires) é seres verdadeiro. Ganha quem vê a verdade e o seu contrário.
- Por mais raro que te façam sentir, nunca és nem tão grande, nem tão bonito, nem tão bom como por vezes possas pensar. Encontrarás mais facilmente quem assim é quando reparas naquilo que lhe falta.
- Se não deres mais um passo, todos os dias, não te assustes: não morreste! Aquilo que faz a diferença é dares-te. Antes de todos os passos que tu possas dar."
Um Estranho no Coração, Eduardo Sá